Muitas vezes, na vida, passamos despercebidos perante factos que, apenas, pelo alcance dos nossos olhos não podemos identificá-los. Este blogue pretende estimular o olhar além do que a realidade nos mostra. Ele propõe um olhar do mundo através do uso do nosso cérebro. "O que os olhos não vêem, o cérebro vê. O que os olhos não compreendem, o cérebro compreende".
Mostrar mensagens com a etiqueta Escola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escola. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
UM GRADUADO GRADEADO
Sou estudante. Estudo com
afinco e paixão. Estudo porque dizem que é por esta via que me tornarei “alguém”.
Perco noites memorizando matérias de inúmeras disciplinas. Sou um estudante
forçado a ser multifacetado. Sou estudante moçambicano.
Desde que aprendi a ler,
apaixonei-me a primeira por temáticas de história. Lia pouco porque onde morava
contáveis eram os livros. Lia pouco porque dedicava bom tempo a ajudar minha
mãe com as tarefas domésticas. Lia pouco porque passava fome demasiada. Porém
gostava de História embora que lesse pouco.
Assim que ingressei à universidade,
este gosto foi reduzindo até que desapareceu. Hoje não sei de o que gosto mais
na academia para que possa investir. Tentei adaptar-me, mas não consegui
apropriar-me. Juro que tentei… Hoje sou apenas uma folha seca que segue a
direccao do vento. “para onde o vento for eu vou”. Devo obedecer o vento se
quiser ter sucesso. Hoje não me importo com o conhecimento, apenas quero o diploma
para achar um emprego. Hoje só quero trabalhar, não me pergunte onde.
Nunca reprovei, por isso, desasseis
anos depois tornei-me licenciado aos comandos do vento. Ora, estou decepcionado!
Não sabia que noventa por cento do que fui ensinado nada vale para o mercado de
emprego. Com os meus incipientes conhecimentos, tudo agrava-se. Estou
decepcionado! A universidade onde estudei não acompanha as exigências do actual
mercado. Tantos anos na carteira sentado. Hoje sou mais um graduado
desempregado
domingo, 13 de setembro de 2015
CRISE DA CIDADANIA E O PAPEL DA ESCOLA
A cidadania é a
responsabilidade perante nós mesmos e perante os outros. Uma responsabilidade
que se adquire pela consciência de deveres e direitos que nos impulsiona à solidariedade
e à participação. A cidadania é o sentido de comunidade e de partilha. É
insatisfação perante a injustiça passada pelo nosso semelhante. É a vontade de
aperfeiçoar, de servir, de realizar. É espirito e capacidade de inovação de
audácias de riscos. É o bom pensamento transformado em ação e a ação assente na
reflexão.
Para atingirmos este nível
em uma comunidade qualquer, invoca-se a intervenção da educação, aquela da
escola, pois é lá onde tudo começa. A escola deve tornar os seres humanos mais
livres e mais cultos, mais abertos a críticas, mais altruístas a causas
nacionais e mais aptos a imaginarem o futuro. Ela, definitivamente, deve
procurar formar um homem de visão.
É na escola onde ganhamos
o sentido de que somos cidadãos pertencentes a uma comunidade democrática,
viva, em transformação, herdeira de uma história, de uma cultura e de uma
língua. A educação ensina-nos a situarmo-nos no mundo, assumindo-nos como
cidadãos do universo, preocupados com o que se passa a nossa volta e
mobilizados para as grandes questões da atualidade nomeadamente:
1. A
defesa do planeta e do meio ambiente
2. Os
direitos humanos
3. A
igualdade entre as mulheres e os homens
4. O
respeito pela diversidade cultural, religiosa, orientação sexual, etc
5. O
combate contra a exclusão
6. O
racismo
7. A
xenofobia
Reafirmo!
É na educação onde tudo começa e tudo se prepara. É na edução que se ganha
consciência de que a própria educação é um processo inacabado. É com a educação
que aprendemos a estar atentos, ao que muda, aptos a interpretar os sinais de transformação e sermos capazes de inovar o que já existe. Como vemos, esta
educação, transmitida em sala de aulas, deve deixar de ser quadrada, deve, isto
sim, começar a preocupar-se em produzir um aluno-cidadão e não um individuo
passivo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
POSTAGENS POPULARES
-
A importância da obra de Carlos Cardoso não reside apenas no resultado prático da sua acção. Cardoso trabalhava na transcendência. Ela me...
-
Estudos mostram que em África, a forma como os reassentamentos são feitos, pouco contribuem para o progresso das comunidades. No lugar d...
-
«Amanhã já não serei Director Geral da TVI. Chegam ao fim onze anos de colaboração intensa, militante, incondicional e apaixonada. A empre...
-
No Líbano o Islão luta contra os cristãos marronitas; em Israel, contra os judeus; em Caxemira contra os hindus; na Nigéria, contra os ...
-
Quem tem manípulo tem poder de conduzir o nosso dia-a-dia e até de determinar o nosso futuro. Quem tem manípulo pode fazer-nos ...
-
Uma vez, Fernando Pessoa o poeta, o filosofo e escritor português escreveu o seguinte: “ Quando matamos um sonho, matamo-nos a nós mesmo...
MARCAÇÕES
#NewNarratives2020
(1)
7 de Abrl
(1)
Acção
(2)
Acredite
(2)
Adão e Eva
(1)
Africa
(3)
Agricultura
(1)
Agua
(1)
Alimentos ricos em Ferro
(1)
Assassino Economico
(1)
Austrália
(1)
BBC
(1)
Beatfreeks
(1)
Blog
(1)
Bolsa de estudo
(1)
Buraco dos Assassinatos
(1)
Capulana
(1)
Carlos Cardoso
(1)
Casamento Premauro
(1)
Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicacao
(1)
China
(1)
Cidadania
(1)
Cinema
(1)
Cirurgia
(1)
Co-creation Hub Nigeria (CcHUB)
(1)
Codigo Braille
(1)
Comércio
(1)
Comissão Consultiva de Trabalho
(1)
Competência
(1)
Comunicação
(1)
Comunicacao Social
(1)
Conflito religioso
(1)
Constituição da republica de Moçambique
(2)
Coronavírus
(1)
Coronavírus em Moçambique
(1)
Coutinho Zitha
(1)
Criança
(1)
Crise em Africa
(1)
Cristão
(2)
Critica
(1)
Cultura
(2)
deficientes
(1)
Dependencia
(1)
Dependência
(1)
Desenvolvimento Africano
(1)
Dia da Mulher Moçambicana
(1)
Dialogo
(2)
Dinheiro
(2)
direitos humanos
(2)
Disciplina
(2)
diversidade
(1)
Divida da Ematum
(2)
Documentario
(1)
Economia
(3)
Educacao
(1)
Educacao em Mocambique
(2)
Empreendedor
(1)
Empreendedorismo em Moçambique
(1)
Empregado
(1)
Emprego
(3)
Emprego em Moçambique
(1)
Escola
(3)
Esmola
(1)
Estereótipos em Africa
(1)
Estudante
(1)
Ethos
(1)
EUA
(2)
exclusao
(1)
Facebook
(1)
FIPAG
(1)
Foco
(1)
Frelimo
(2)
Funcionario
(1)
Futuro
(1)
Gás
(1)
Globalizacao
(2)
Governo
(1)
Gramatica portugues
(1)
Guerra
(1)
Hospital Central
(1)
Identidade
(1)
Igrejas
(1)
igualdade de genero
(2)
Imperialismo Cultural.
(1)
Imprensa Moçambicana
(1)
Inatter
(1)
Inhambane
(1)
Inteligencia Coletiva
(1)
Internet
(4)
Investigação
(1)
Islão
(1)
IURD
(1)
Jardim do Éden
(1)
Jornal
(1)
Jornal Savana
(2)
Jornalismo de Dados
(1)
Jornalismo Moçambicano
(1)
Kigali
(1)
Lavagem cerebral
(1)
Libano
(1)
Liberdade de expressao
(1)
Liberdade de pensamento
(1)
Lingua Bantu
(1)
Louis Pojman
(1)
MAM
(1)
Manipulação
(1)
Mapa
(1)
Maputo
(2)
Mário Fonseca
(1)
Maxaquene
(1)
Media
(1)
Melancolia
(1)
Metodologia de Pesquisa
(1)
Miseria
(1)
Mocambique
(5)
Moçambique
(13)
Moçambique.
(1)
Motivação
(1)
Mozambique Coronavírus
(1)
Muculmano
(1)
Mulher
(2)
mundo
(1)
Namoro
(1)
NGINGA
(1)
Nigeria
(1)
Nostalgia
(1)
Novas Narrativas
(1)
Opinião sobre África
(1)
Ordem dos Medicos
(1)
Palavra
(1)
Participacao Inclusiva
(1)
Paz
(1)
Pesca
(1)
Petróleo
(1)
Pobreza
(2)
Poema
(1)
Polana
(1)
Portugues
(1)
Praia de Tofo
(1)
Problema
(1)
Proindicus
(1)
Psicologia
(1)
Qualidade de ensino
(1)
Quelimane é a capital das bicicletas em Moçambique
(1)
Racismo
(1)
Radio
(2)
Rário Moçambique
(1)
Renamo
(2)
Riqueza
(1)
Rogério Marques
(1)
Rogerio Marques Benedito
(1)
Rogério Marques Júnior
(2)
RTP Africa
(1)
Rua
(1)
Rwanda
(1)
Salario
(1)
Sálario Minino
(1)
Salomão Moyana
(1)
Serpente
(1)
Solução
(1)
Telefone
(1)
Televisao
(2)
Tofinho
(1)
Trabalho
(1)
Tweets
(1)
Twitter
(1)
UEM
(1)
Unicef
(1)
Update Coronavírus
(1)
verbo
(1)
Vitrina das Ossadas
(1)
Xenofobia
(1)
Zaire
(1)
Zambezia
(1)
Zambia
(1)