Moçambique
está entre os países mais afectados pelos casamentos prematuros, atendendo os
dados relacionados com a proporção de raparigas com idades entre os 20-24 anos
que se casaram enquanto crianças, isto é, antes dos 18 anos de idade. A maior
parte destes casamentos são de facto uniões, mais do que casamentos legalmente
registados, mas são usualmente formalizados através de procedimentos
costumeiros como o pagamento do lobolo para a família da rapariga.
Muitas vezes, na vida, passamos despercebidos perante factos que, apenas, pelo alcance dos nossos olhos não podemos identificá-los. Este blogue pretende estimular o olhar além do que a realidade nos mostra. Ele propõe um olhar do mundo através do uso do nosso cérebro. "O que os olhos não vêem, o cérebro vê. O que os olhos não compreendem, o cérebro compreende".
terça-feira, 26 de abril de 2016
Assessing the impact of Social Media on Political Communication & Civil Engagement in Uganda
Happy New Year!
This year starts on a very interesting note as campaigns are
underway in Uganda – as we see political leaders campaigning to stay or get
into office.
Very crucial to this year’s elections is the use
of Social Media platforms for mobilization of voters and hopefully votes.
I have been asked so many times – will this be
Uganda’s first social media election? And I always want to ask – ‘What is a
Social Media Election’? In 2011, there were a handful of young people on
Twitter and Facebook that talked about the elections. I remember the hashtag
for Election day and period was #UgandaVotes. This
election period #UgandaDecides is
the go to- hashtag. On a good day, there will be about 1000 tweets sent
out with the hashtag.
The various Presidential Aspirants have got
their own for their campaign activities: Amama Mbabazi is using#AmamaTrail and #GoForward2016.
Dr Colnel Kizza Besigye’s team is using #WesigeBesigye.
The incumbent President Yoweri Museveni is using #VoteSevo and #SteadyProgress. The
other presidential aspirants are not that visible online.
That said: Has Social Media had an Impact on Political
Communication & Civic Engagement in Uganda? Yes it has. We have seen quite
a lot of it in this election period. Will Social Media be able to ‘deliver
victory’ in the coming elections – I am not so sure about that, it depends on
who you are talking to and how one is able to measure the impact . However the
truth is – ALOT has changed since 2011. There is a lot more use of Social Media
Platforms by both the citizenry and the politicians.
A couple of great authors brought together by
Konrad Adeneaur Stiftung have put together a timely publication titled
: Assessing the Impact Of Social Media on Political Communication and
Civic Engagement in Uganda – this I believe is just the beginning of the
conversation of the good that Social Media is able to bring to our community. You
can download a copy of it here : [I feature in there somewhere] and let us get
this conversation started. Assessing the Impact of
Social Media
FROM: http://ruthaine.com/2016/01/assessing-the-imapct-of-social-media-on-political-communication-civil-engagement-in-uganda.html
Congrats to friend of mine Ruth Aine!
quinta-feira, 21 de abril de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
COMO A IMPRENSA TRATOU A MULHER NO DIA 7 DE ABRIL DE 2015?
O presente trabalho pretende estudar o tratamento
que a mulher tem na imprensa diária de Moçambique no dia 7 de Abril de 2015,
dia da mulher moçambicana. Sem querer ser conclusivo neste tópico diverso, pautou-se
por escolher apenas um dia de análise, aspecto consequente do tempo da
pesquisa, o aspecto referente ao tempo de pesquisa não compromete o carácter de
ser representativo do trabalho nem os objectivos aqui pretendidos.
A pergunta orientadora é: de
que forma a Imprensa Diária moçambicana tratou a mulher no dia 7 de abril do ano 2015?
Para tal, se adianta em forma de hipóteses algumas ideias; h1). Por se tratar do dia
7 de Abril, a mulher ganha maior visibilidade na imprensa diária em todas as
temáticas; (h2). A imprensa diária exalta o acto comemorativo per si e deixa de relatar os problemas referente
a género.
Desejamos ao leitor, uma óptima
leitura!
#Mulher #7deAbril #Diadamulhermoçambicana
segunda-feira, 28 de março de 2016
DEPENDÊNCIA DE MÉDICOS ESTRANGEIROS DEVE SER COMBATIDA
A Ordem dos Médicos de Moçambique referiu-se em um relatório, que na província da Zambézia só há um médico para cada 30 mil
habitantes, isto é, a província está dependente de profissionais estrangeiros e
há uma grande falta de especialistas. Actualmente, os pacientes com doenças
consideradas graves são transferidos para os hospitais centrais da Beira, de
Nampula e de Maputo.
Vale a pena lembrar que vivem um pouco mais quatro milhões de
pessoas na província central da Zambézia, mas só existem 165 médicos, 35 dos
quais são estrangeiros. Dos restantes 130 nacionais, apenas cinco são
especialistas nas áreas de medicina dentária, pediatria e psiquiatria, e apenas
um é cirurgião.
O número é insuficiente para cobrir a
procura. Estamos, infelizmente, com um rácio superior a um médico para 30 mil
habitantes. Era, no meu ponto de vista, ideal que este número fosse inferior a
pelo menos 5 mil habitantes.
Este cenário leva-me a pensar que a qualidade
de prestação dos serviços nesta província só é maior quando diminui o número de
utentes por médico. Mas isso, no contexto moçambicano parece uma utopia, porque
num universo de 30 mil pessoas a probabilidade de redução de utentes por médico
pode não ser tão significante como se pensa.
Esta é uma oportunidade ímpar para as
instituições começarem a pensar de forma comprometida na necessidade de
formação de mais médicos nacionais, não só generalistas, mas também
especializados em diversos ramos de saúde porque tal como a Zambézia, outras províncias
não tem médicos suficientes para responder ao número da população.
É verdade que numa primeira fase vão
ser necessários médicos generalistas, mas depois vamos de médicos
especialistas: Mais ginecologistas e obstetras, mais cirurgiões, mais
pediatras, mais dermatologistas, mais oncologistas. Este é um processo contínuo
e que as instituições vocacionadas devem encarar, reafirmo, com muita
seriedade.
Aos estudantes de medicina é preciso
deixar de preferir trabalhar apenas nas grandes cidades, porque o que se tem
notado é um número asfixiante de recém graduados em medicina geral ou não
preferindo trabalhar nos centros urbanos a suburbanos. Pois, enquanto houver um
défice de “recursos humanos” – resultante desta centralização - os serviços de
saúde ficarão aquém do desejado.
sábado, 26 de março de 2016
"Anualmente reprova um estudante por plágio na disciplina de Metodologia de Investigação Cientifica"
O plágio em trabalhos de culminação de curso – uma prática pouco ética – em
universidades moçambicanas tem sido um denominador quase que comum. Os
estudantes na sua maioria forma-se, porém tornam-se fobicos em relação a
escrita de suas monografias, o que podia ser amigo dos académicos torna-se
grande inimigo. O que devia durar pouco tempo, leva mais tempo do necessitado. Tal
como podemos ver, recentemente, foi publicado um estudo por Peter
Coughlin que
dava conta que cerca de 75% de teses nas principais
universidades moçambicanas têm plágio.
![]() |
| Mário Fonseca, docente da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane |
Nesta esteira
conversamos com docente universitário e investigador Mário Fonseca e de lá
ficamos adentro de algumas nuances que demarcam esta problemática de cabelos
brancos. Nas próximas entrelinhas, Fonseca compartilha connosco a sua
experiencia como docente da disciplina Metodologia de Investigação Cientifica –
MIC bem como as técnicas por ele usadas de modo a controlar o nível de plágio
em trabalhos realizados na sua cadeira.
Que temáticas são lecionadas
semestralmente na cadeira de metodologia de investigação científica?
A primeira tem a ver com as bases de
investigação em ciências sociais. Como a investigação começou a fim de
compreendermos os paradigmas deste campo de estudo.
Depois evolui-se para a pesquisa em si,
pensada de forma teórica, isto é, o que um pesquisador deve ter em conta para
fazer a investigação. Quais são as etapas que nós precisamos cumprir para que
nos considerarmos que estamos a fazer um trabalho de investigação? Como é que podemos
identificar um problema científico? Estas discussões ajudam-nos a compreender o
que é um problema científico e outro que não seja desta natureza até chegarmos a
fase em que o estudante sabe formular hipóteses, situar o seu discurso dentro
de um paradigma de pesquisa, esteja enfim habilitado a ir para o campo.
Embora não tenhamos tido tempo para que o
estudante vá ao campo, temos feito um esforço para que está etapa seja
praticada. O estudante recolhe informações e produz um relatório contendo a
interpretação dos resultados e a sua respetiva conclusão.
De forma resumida podemos dizer que temos
três etapas nomeadamente: A primeira é ensinar os estudantes como é que surgem
os métodos. A segunda é aquela em que nós ensinamos a parte teórica: o que é um
trabalho científico? A terceira e última é a Recolha de dados para a sua
posterior interpretação em um relatório de pesquisa.
As temáticas ajudam ao
estudante a compreender a importância de uma pesquisa científica?
Essa pergunta seria mais complicada se
perguntasses em que medida, mas dito desta maneira, naturalmente que ajuda nem
que seja em 20%.
Na avaliação dos trabalhos
que recomenda aos estudantes, usa alguma técnica de deteção de plágio?
É preciso reconhecer que não é fácil
controlar o plágio. Dependendo do nível em que o estudante plagia. Porque
existe uma espécie de “plágio” em que provavelmente o estudante por falta de atenção
deixa de referenciar, mas não sendo este um comportamento intencional. Porém
atenção que este tipo de plágio, não pode ser detetado, no mesmo trabalho, mais
de duas vezes.
Em segundo lugar, existe um plágio mais fácil
de identificar, aquele que consiste em copiar um trabalho inteiro e ir mudando
alguns aspetos aqui e acolá. Não obstante seja a coisa que menos desejo dos
meus estudantes, anualmente, sem falha, reprova um estudante por plágio. E os
casos que eu encontrei são os de grandes quantidades de páginas plagiadas. O
estudante pega, por exemplo, a seguinte frase: “educação politécnica e a escola de trabalho em Moçambique” e troca
o Moçambique por Gaza.
Agora com o advento da internet ficou um
pouco mais fácil identificar plágios. Há pogramas específicos que ajudam para tal.
E o que eu uso é o motor de busca Google,
isto é, o trabalho de que suspeito ter algum tipo de plágio, copio os trechos e
coloco-os no Google para ver a correspondência ou semelhança. Caso encontre uma
correspondência igual ou acima de 50 % no sentido e na forma, este é um trabalho
que nem vale a pena considerar.
Qual é a Critica que
faz a iniciação científica na Escola de Comunicação e Artes?
O tempo nunca é suficiente para fazermos
nada. O tempo não é suficiente para ensinar um estudante a investigar, mas o
principio é que nem todos os estudante se mostraram apaixonados com o ramo de
pesquisa em sim. Se os desenhadores do currículo pusessem a enfase na iniciação
cientifica. Isso iria lesar os outros que estão ali mas somente querem ser
apresentadores de televisão de noticiário, então é preciso colocar uma dose em
tudo.
O
tempo não é suficiente, mas é o tempo que temos que saber trabalhar dentro das
limitações. Agora, se nós estamos num bom caminho, eu acho que nós estamos a
aprender. Na minha curta experiencia na lecionação desta cadeira – Métodos de
Investigação Cientifica – primeiro comecei com os trabalhos escritos apenas e
depois há o problema que não conseguimos controlar em que medida é o trabalho
pertence ao estudante, então introduzi a apresentação e defesa do trabalho
escrito. Porquê?
Porque apercebi-me que no fim do curso. Quando
os estudantes vão defender a monografia eles enfrentam mais dificuldades de
apresentação e defesa. E as dificuldades, muitas vezes não porque o estudante
não tem conhecimento, isto sim, porque ele nunca falou em público. Nesta lógica
realizamos uma oficina de comunicação com este intuito e um pouco mais para
conhecer quem são aqueles que têm inclinação para a área de pesquisa e os
opostos.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
ISSO AJUDA A EXPLICAR?
Dizem que em relações internacionais
não há relações de amizade, isto sim, relações de interesse. Vejam o galardão
dos Estados Unidos em apoios ao Desenvolvimento de Moçambique. Como sair dessa? Como disse Ladslau, A hipertrofia terciária é mesmo um mal para os países subdesenvolvidos
sábado, 13 de fevereiro de 2016
MOÇAMBIQUE: CONFLITO POLITICO-MILITAR OU GUERRA?
Às
vezes é preciso ser preciso e dizer-se de frente que em Moçambique as coisas
não estão indo muito bem. Sem querer esgotar o tema, passo em revista alguns traços
que demonstram de que Moçambique e os Moçambicanos não estão em PAZ.
1. Mortes em combates Armados em Moçambique
Os
nossos Medias locais, na sua maioria, não tem sido muito felizes quando relatam
o que tem acontecido nos combates entre a Renamo e o Governo (Frelimo – na
linguagem do povão), ora perpetrados pelo primeiro (?), ora pelo segundo (?).
Dito de outra maneira, Os jornais e as televisões independentes estão proibidos
de reportar essas mortes. As televisões STV, Miramar, TIM e os jornais
@Verdade, SAVANA, Zambeze e outros já não informam sobre estes “abates”.
Relatos
de testemunhas oculares garantem-nos que neles há mortes e mais mortes.
Conhecemos histórias de mães que não conseguem manter contactos com seus filhos
militares há anos e desconhecem as causas. Provavelmente estejam mortos e as
autoridades não tenham humildade suficiente de lhas dizer. São jovens que são
usados como escudos para proteger aos BARRÕES de modo que continuem a roubar
aos seus patrões bem como a cometerem muitas irregularidades. Em fim, os jovens
Morrem e ELES continuam avante com o Colonialismo Doméstico na maneira mais
crua.
Lembremo-nos
dos confrontos ocorridos em 24 de Julho de 2015 na Província de Tete, posto administrativo de Zobué, no distrito de Moatize.
Este ataque foi um dos marcos que levou alguns Moçambicanos a refugiarem-se em
Malawi.
Momentos sucedidos a esse episódio ouvimos vozes
governamentais a dizerem que o saldo daquele extermínio era de um morto e um
ferido, o que veio a ser contrariado mais tarde por Afonso Dhlakama, presidente
da RENAMO ao dizer que dos confrontos resultaram 45 mortos do lado das forças
de defesa e segurança e nenhum dos seus. Não sabemos quem está mentir, mas
certificamo-nos que houve morte(s).
Temos
também assistido tentativas de assassinato a mão armada aos jornalistas
considerados ameaça ao sistema bem como aos políticos. O caso de que se tem
memória é do baleamento, que se pretendia mortal, do Secretario Geral da
Renamo, Manuel Bissopo ocorrido no dia 20 de Janeiro de 2016.
2. Fluxo de Refugiados
Confrontos entre homens armados da Renamo e forças
governamentais leais ao partido no poder em Moçambique, a Frelimo, em Tete e
Sofala já levaram mais de três mil pessoas a fugir para país vizinho, ultrapassando
a capacidade dos centros de acolhimento.
Este fluxo migratório coloca um obstáculo nos
recursos do Malawi numa altura em que uma das piores secas de sempre promete
deixar 2,8 milhões com fome.
Quando
isso aconteceu tentaram, como sempre, ludibriar o povo Moçambicano. Mas os órgãos
de informação Malawianos colocaram os factos pretos no branco. Em Moçambique
chamavam-lhes de “turistas”. Porque há fluxo de refugiados? Isso também é
guerra.
Recentemente
é que o Governo reconheceu a existência de refugiados em Malawi e enviou
uma delegação para avaliar as necessidades dos refugiados moçambicanos.
Nestas
últimas duas semanas, há notícias de que os homens da RENAMO tem protagonizado
ataques a viaturas civis em Muxúnguè e Maringué,
centro de Moçambique causando feridos entre ligeiros e graves.
Veja esta notícia: “21 Militares Mortos em Morrumbala e Marigué”
3. Agravamento da Fome
43% Das crianças de 0-5 anos sofrem de desnutrição crónica, representando quase nenhum progresso desde 2008. É a conclusão do último relatório do UNICEF sobre a situação da Criança em Moçambique. Daqui há 10 anos, como estarão e quem serão estas crianças?
Por consciência, em Fevereiro de 2008 e Setembro de 2010, as
cidades de Maputo e Matola foram palco de protestos violentos contra a subida
do custo de vida, protagonizados por grupos de populares. Tais protestos foram
logo depois replicados em algumas outras cidades do país, mas numa dimensão bem
mais restrita e rapidamente controlados pelas forças policiais.
Todo o cidadão
moçambicano atento, sabe a forma anárquica de como estava a ser conduzido o
nosso país naquela altura e os resultados daquelas ações até hoje nós ressentimos.
São eles os magnatas da nossa economia, são eles donos de grandes projetos. Dado
que o poder (de decidir, de matar, de “n”) está sempre onde há mais dinheiro,
replicamos a mesma logica: Matando e roubando mais o POVO e estes por sua vez
cada vez mais POBRE e sem acesso a bens básicos. Isso também é guerra.
4. Recessão económica;
Aqui vale a pena destacar alguns dos
problemas graves de que se ressente a nossa economia: (1) Depreciação do
metical, (2) Descida das exportações, (3) Aumento da dívida pública, (4) Redução
do investimento estrangeiro e ajuda externa e ainda (5) desaceleração do
crescimento do Produto Interno Bruto.
Como resultado: Muitas empresas estão também em crise financeira; Atraso no pagamento
de Salários; Elevação do custo de vida; Migração interna; Desemprego; etc.
5. Contrainformação - G40
Uma Contrainformação é a ação, estratégia ou conjunto
de recursos que visam neutralizar os serviços de informação do campo
inimigo para impedir ou dificultar seu acesso a informação verdadeira,
mediante, sobretudo, a divulgação de informações falsas[1].
Uma corrente parecida foi criada em Moçambique.
O jornal Canal de Moçambique (CANALMOZ) apelidou-lhes de G40, um grupo formado
por indivíduos que vinham ao público através da televisão pública, numa
primeira fase, discutir ideias ou transmitir informações coloridas demais para
um povo que vive a preto e branco, otimistas demais para um povo “facilmente” manipulável.
Praticamente, o que eles faziam era transmitir IDEOLOGIAS de uma ala com
objectivos claros:
1.
Criar Amnésia a memoria dos Moçambicanos
2.
Produzir uma consciência comum e de consenso
com seus ideais;
3.
Mostrar o vilão dos acontecimentos, que sempre
são os outros, etc.
Um facto curioso é que a Historia
mostra-nos que os Agentes de Contrainformação apenas surgem quando um país está
instável ou mesmo em guerra. O seu maior objectivo é continuar a dar legitimidade
de um certo grupo no poder. Para tal, eles criam teorias conspiratórias contra
os que consideram INIMIGOS.
Vejamos algumas teorias de conspiração
que ocorreram durante a Guerra Fria:
2. Tentativas de desacreditar Martin Luther King,
Jr. através de publicações que o retratavam
como um "Uncle Tom"; etc.
Dentro do nosso país, para não citar as contrainformações
recentes, poço referenciar-vos a;
1.
A Falsa Confissão de Urias Simango, como
tendo vendido o país, etc.
No pretérito, acompanhamos em Moçambique
Mortes de académicos, jornalistas e políticos. O que nos contaram os
governantes até hoje? Quando Samora Machel Morreu, o que nos contaram os
governantes? São várias as conspirações sobre estes factos.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
ELES QUEREM QUE NÃO SAIBAS QUE ESTAMOS EM GUERRA
Guerra é um confronto sujeito a interesses da disputa entre dois
ou mais grupos distintos de indivíduos mais ou menos organizados[1] utilizando-se de armas para tentar derrotar o adversário.
Um cenário como este tem-se
verificado em Moçambique há, aproximadamente, 6 anos. É um conflito assente
sobre os interesses políticos, mas que depois desagua em económicos. Na época Guebuziana
foram centenas de rondas em conversações entre o Governo e a Renamo para dar
fim aos desentendimentos mas sem sucessos. Com o novo presidente, Nyusi, tivemos as nossas luzes
verdes acesas, quando este afirmou, aquando do empossamento fazer de tudo para
garantir paz e segurança aos Moçambicanos pela abertura que pretendia
demonstrar nos dias posteriores. Um ano depois da sua governação, estas luzes
tornam-se cada vez mais ofuscadas. Os patrões de Nyusi vivem desesperados com o
amanhã. Um dia dormimos bem, Outro acordamos com notícias sangrentas dando
conta que, em combates armados, morreram “X” moçambicanos. Uma total incerteza.
Nesta paisagem turbulenta há
um discurso que se pretende seja universal de que o que está aqui a acontecer é
um Conflito político-militar. Aos
ouvidos de um leigo esta frase soa linda (risos…) mas, observando através de
uma lupa, percebemos logo tratar-se de uma GUERRA, mas uma guerra geo-localizada
que, pode, se não haver acordos entre ELES (Governo e a Renamo), nacionalizar-se.
Confira abaixo alguns sinais que provam de que moçambique está em Guerra;
1. Mortes em combates Armados;
2. Fluxo de Refugiados (Veja-se que já temos
milhares em Malawi);
3. Agravamento
da Fome (Subiu para 43% o numero de crianças em Moçambique que sofrem de
desnutrição crónica -UNICEF);
4. Recessão
económica;
5. Contrainformação, os considerados G40.
Agora
digam vocês, porque amenizar o termo GUERRA para CONFLITO POLITICO-MILITAR? Sejam
práticos nos vossos diálogos, por favor, não queremos guerra neste País...
Permitam que a nossa geração Viva em Paz... POR FAVOR.
Na próxima
publicação irei detalhar cada um daqueles pontos que levantei acima. Elabo Mutchapawe
[1] FERREIRA,
A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª
edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 876.
domingo, 24 de janeiro de 2016
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
É preciso marcar um passo HOJE
O futuro
é uma palavra criada para consolar as almas sofridas e preenche-las com esperanças
positivas. Mas de o que vale o futuro se nada fazes hoje? De o que vale o
futuro se te guias pelo vento? De vale o futuro se não tas preparado? Futuro é
uma palavra que per si não existe. Já dizia Malcom X: O futuro pertence àqueles
que se preparam hoje. Visto isto à lupa percebe-se que o futuro é ilusório. Simplesmente
não existe.
Cuidado
quando dizes: “Amanhã farei com perfeição” enquanto repetes os mesmos erros de
ontem, os mesmos vícios de ontem. Enquanto te deixas armadilhar pelas armas da
distração deste mundo. Armas que tiram o teu foco e a tua “ boa“ decisão de
amanhã seres melhor.
É preciso
ser objetivo e seguir à risca o bom senso do teu instinto. Não te desvies. Há
quem gosta que não deias atenção às coisas deste mundo, porque assim é bom para
eles anarquizarem sem questionamentos dos seus “patrões” (que és tu).
Não
existe futuro. Ele é um presente contínuo, o que acabaste de ler já é passado e
o que vais ler é o “futuro “embora faças no presente. Vês? Não existe futuro
enquanto não fazeres nada no presente. Faça alguma coisa. Deia um passo hoje. Deia
um passo amanhã e depois-de-amanhã terás marcado dois passos e, talvez, chegado
à alguma meta que o futuro lhe aguarda.
Votos
motivacionais!
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
sábado, 31 de outubro de 2015
ÁFRICA, UMA TERRA ABENÇOADA PELA NATUREZA E AMALDIÇOADA PELO HOMEM
As reservas naturais da África fazem-no em um continente muito atraente
para os países dependentes de matérias-primas, exemplo a China e os Estados
Unidos. Nos últimos anos, os EUA produziram uma ofensiva “comercial,
diplomática e militar” com o objectivo de aumentar sua influência no
continente.
A estratégia tem dois escopos: (1)
garantir o acesso às fontes de energia; (2)
assegurar, militarmente, as vias de transporte, permitindo a exportação das riquezas
naturais.
Washington depende das matérias-primas fornecidas pela África, como o
manganês (para produção de aço) o cobalto e o cromo (para as ligas, sobretudo
na Aeronáutica), o ouro, o antimônio, o flúor e os diamantes industriais.
Zâmbia e Zaire têm metade do cobalto do planeta; 98% das reservas mundiais
de cromo estão no Zimbábue e na África do Sul, tal como concentram 90% das
reservas de metais da platina.
Mas o petróleo é a grande questão. A África Subsaariana produz mais de
4bilhões de barris por dia. A Nigéria é o principal produtor africano, seguido
por Angola. O Sudão passou a exportar quando conseguiu um acordo de paz que
encerrou mais de 40 anos de conflito no sul do país. E a Guiné Equatorial, com
reservas recém- descobertas sob seu litoral, pode se tornar até 2020 o terceiro
produtor africano de petróleo bruto.
Calcula-se que, nos próximos dez anos a produção petrolífera da África
Subsaariana dobre, atingindo 10 milhões de barris ao dia. Durante esse período,
o continente deve-se tornar depois do Oriente Médio, a segunda maior fonte de
petróleo dos Estados Unidos. Atualmente, os Norte-americanos importam 25% do petróleo
região.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
O IMPACTO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NO CRESCIMENTO DA "IURD"
| Autor: DANIEL A. NGUETSE - Estudante de Jornalismo ECA-UEM |
O CRESCIMENTO das
igrejas na sociedade moçambicana, sobretudo na cidade de Maputo, é um fenómeno
incontestável. Deste fenomenal crescimento das igrejas cita-se a Igreja
Universal do Reino de Deus (IURD). Esta, na sua expansão transnacional,
estabeleceu-se em Moçambique nos primórdios da década de 90 do século XX, porém,
regista uma expansão nos bairros da capital que superou as igrejas protestantes
seculares. Em contrapartida, as actividades da IURD são severamente criticadas,
mas em paralelo regista-se um crescimento surpreendente em relação ao número de
locais de cultos e de crentes. Portanto, este aparente paradoxo levou-me a
pensar sobre os factores que podem explicar o crescimento da IURD. Sendo
estudante duma escola de comunicação, interessou-me analisar o papel dos meios
de comunicação ao serviço desta igreja.
É notória a importância
atribuída aos meios de comunicação na Universal. A IURD tem emissores de
televisão e de rádio, um jornal de publicação mensal e um portal na Internet,
colocando a igreja para o mundo. Nos seus primeiros anos em Moçambique, antes da
aquisição da Rede Miramar, tinha um espaço de antena na RTK e, em 1998, comprou
a Rede Miramar.
É verdade que depois da
compra da Miramar verificou-se um aumento de templos da IURD na cidade-capital,
mas isso não pode ser suficiente para explicar este fenómeno, olhando apenas no
papel dos meios de comunicação, por duas razões. 1) quando a IURD
estabeleceu-se em Moçambique, no mesmo período também, estabeleceram-se outras igrejas
de origem brasileira, o caso da “Pentescostal Deus é Amor” e outras, que divulgavam
suas mensagens nas mesmas condições. Entretanto, hoje praticamente já não existe;
2) actualmente, existem algumas igrejas cristãs e muçulmanas com canais
televisivos, porém não tem a expansão e aderência que a IURD regista. Olhando
este facto, é suficiente para concluir que a “Universal” tem uma peculiaridade.
Nos canais da IURD são
frequentes as imagens de cenas de terrorismo e violência aliadas ao aumento de
desemprego. Concebe-se o mundo como um campo de batalha que se expressa através
da televisão. O sofrimento metaforizado na bíblia não comove tão directamente
os telespectadores e fiéis, tal como apresentam o relacionamento conjugal em
crise expressa em cenas de discussão, choro e desespero etc. No entanto, ao
contrário das telenovelas, os dramas veiculados pela IURD não apresentam um
desfecho narrativo, mas propõe ao telespectador uma solução, caso se ele
procure um templo. A interactividade desenvolve-se quando o fiel ou o
espectador comove-se e identifica-se com o drama transmitido e vai em busca de
uma solução em um templo próximo. Com base nessas exibições, busca-se oferecer
ao telespectador um refúgio ou uma explicação para essa desordem. Esta seria a
estratégia “problema-reacção-solução”. Apresenta-se
um problema para causar certa reacção no público e oferece-se uma solução.
Assim sendo, na minha
análise, aos meios de comunicação reservo um papel secundário no crescimento da
IURD, pelas razões que já apresentei. Logicamente, este pode ser um instrumento
de atracção de novos membros. Ainda que se considere que alguns crentes da IURD
sejam atraídos pelos programas radiofónicos e televisivos, é indiscutível que
se considere como relevantes os factores que favorecem a manutenção dos
crentes, ou seja, o que a Universal
oferece, certamente diferente, para que os crentes voltem no dia seguinte?
Portanto, os meios de
comunicação ao serviço da IURD são apenas um mecanismo de divulgação, como
acrescenta Campos, um messianismo sem uma agência de notícias não dispõe dos
meios para atingir o seu fim.
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